• Camila Rodrigues

FABR e marketing: desafios durante a quarentena

Leitura muito importante em tempos de quarentena!


Em artigo elaborado por Camila Rodrigues, gerente de marketing do Flamengo Imperadores, ela discute as dificuldades enfrentadas pelas equipes de comunicação durante a quarentena. É um debate muito importante de ser levantado, tendo em vista que muitos time de Futebol Americano no Brasil ainda são amadores. Logo, as fontes de renda são escassas e se baseiam, majoritariamente, em participar de competições.


O texto original está no Linkedin da autora, e foi reproduzido abaixo:


Em tempos de pandemia vimos todos os esportes fecharem as portas e mandarem seus atletas para casa. Olimpíadas foram adiadas, campeonatos encerrados sem um campeão, calendários já conturbados foram congelados e, ao menor sinal de retorno, terão de se revirar para adaptar-se novamente. Com o futebol americano brasileiro não foi diferente. O esporte, ainda considerado amador no país, além de não contar com os campeonatos estaduais, teve sua principal competição – a Liga Brasileira de Futebol Americano, ou Liga BFA – suspensa por tempo indeterminado esta semana, onde sua previsão de início era para o mês de Julho. As complicações de lidar com a quarentena para profissionais que atuam na área esportiva são muitas, quando falamos especificamente de um esporte ainda com baixo financiamento, que não faz parte da cultura local e que nem sempre dispõe de um suporte adequado extracampo, tornamos essas complicações em verdadeiros desafios. Para aqueles que atuam dentro do campo temos as questões disciplinares quantos aos treinos e dietas, além da necessidade de uma estrutura adequada para exercícios comuns e também os específicos do esporte e de suas respectivas posições. Para diretores ficam os anseios de fechar as contas e preparar o time para o retorno assim que possível. Para as equipes de comunicação e marketing resta informar e principalmente inovar para não só atrair novos espectadores como fidelizar estes e os antigos. Explico; sem jogos, apresentações de novos uniformes, ativações, patrocínios e demais novidades que rondam este meio, fomos introduzidos em um movimento cíclico composto por informações sobre a COVID-19, posicionamentos sob as medidas tomadas para prevenção e cuidados com aqueles que já foram acometidos pela doença, memórias no chamado throwback thrusday e gincanas de entretenimento raso nas redes sociais. O fato é que os espectadores, já não são mais atraídos da mesma forma, enquanto os profissionais de comunicação e marketing esbarram em muito mais obstáculos para criação de material do que já é comum. Por consequência, podemos observar um distanciamento nesse vínculo entre o torcedor e a sua referência, principalmente em vendas e números nas redes sociais, essa nuance se faz bem evidente. O que leva à reflexão: até quando a comunicação de um time amador aguentará a falta de jogos e novidades? Viver de TBT, momentos marcantes e “desafios” tem limite. Com a queda no engajamento dos times nas mídias e a falta de previsão para retomada das atividades de forma segura, estamos presenciando o esmaecimento de uma força que tem lutado há anos para crescer e se expandir no Brasil, que é o Futebol Americano. Chegar até a TV aberta e fechada para transmissão de determinadas partidas, por exemplo, foi um grande passo que não deve ser esquecido. Longe disso, devemos lembrar esse acontecimento como uma grande conquista do esporte e transformar em combustível para que essa crise seja superada. É de suma importância nesse momento que todos os componentes de cada setor de cada time, federação ou organização, trabalhem juntos e dispostos a dar o melhor de si pelo FA Brasileiro, para que o ano de 2020 não seja um ano morto para o esporte. Estamos em crise, águas revoltas, mas não podemos encarar esse tempo parado como estagnação. É tempo de estudar, observar e reparar erros passados, planejar com mais calma e minúcia o retorno do esporte para os braços das equipes e dos torcedores. O mais importante agora é manter a chama do Futebol Americano viva no Brasil, fazer valer cada passo dado até aqui e projetar novos e melhores passos para mais adiante.
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